Rosácea é uma doença crônica da pele que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
As lesões ocorrem na face, no nariz, bochechas e palpebras, com vermelhidão, e surgimento de pontos vermelhos e pústulas, semelhantes à acne.
Pode causar desconforto, insegurança e até dificuldades sociais.
Neste artigo, vamos explorar o que é a rosácea, por que ela acontece, seus principais sinais e sintomas, fatores que podem piorar o quadro, além das formas de tratamento e cuidados diários que ajudam a manter a pele saudável.
Quem cuida de Rosácea?
O médico que diagnostica e trata Rosácea é o Dermatologista.
A Dra. Ana Pia é Dermatologista com enorme experiência em casos de Rosácea, tanto para o tratamento clínico, quanto para resolução de sequelas causadas por esta condição, como o Rinofima e a hiperplasia de vasos que ocorrem na face após anos de doença.

Quem é a Dra Ana Pia?
- A Dra Ana Pia é dermatologista, especialista em problemas de pele.
- Oferece atendimento completo integrando os problemas de pele na saúde geral
- Sua cosulta é bem completa, procurando ouvir e compreender todas as queixas
- Utiliza tratamentos individualizados e sempre adequados às necssidades e também às possibilidades de cada paciente
- Tem mais de 30 anos de experiência em Dermatologia no consultório.
- Trabalha no ensino de Dermatologia na UFRJ
No seu currículo ela tem:
- 30 anos de experiência no consultório.
- 3 anos de residência em Dermatologia
- Mestrado em Dermatologia pela UFRJ.
- 30 anos de Dermatologista na Universidade Federal do Rio de Janeiro, trabalhando com ensino no internato com a formação de novos médicos e residentes.
- Trabalhou como Dermatologista do Serviço Médico da VARIG por 10 anos.
- Sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia
E o que os pacientes dizem?





O que é rosácea?
Rosácea é uma doença inflamatória crônica da pele que se manifesta principalmente no rosto.
Costuma aparecer mais frequentemente nas bochechas, nariz, testa e queixo.
A característica mais comum é o vermelhidão persistente, mas a rosácea pode se apresentar de várias formas, incluindo pequenas veias aparentes, espinhas e sensação de ardência ou queimação na pele.
Embora possa surgir em qualquer pessoa, é mais comum em mulheres entre 30 e 50 anos, especialmente em pessoas de pele clara.
Homens também são afetados — neles, os sintomas muitas vezes são mais intensos, com predominância de lesões no nariz e tendência ao rinofima.
É importante destacar que a rosácea não é contagiosa. Ou seja, não é transmitida pelo contato físico, nem por meio de objetos, secreções ou alimentos.
Quais são as causas da rosácea?
As causas exatas da rosácea ainda não são totalmente compreendidas, mas a ciência aponta para uma combinação de fatores:
- Genética
Pessoas que têm familiares com rosácea apresentam maior risco de desenvolver a doença. Isso sugere que há um componente hereditário. - Sistema imunológico
Estudos mostram que indivíduos com rosácea apresentam uma reação exagerada do sistema imunológico a certos estímulos, o que contribui para a inflamação da pele. - Vasos sanguíneos
Alterações nos pequenos vasos da pele do rosto podem causar vermelhidão persistente. Esses vasos ficam dilatados com mais facilidade, deixando as marcas visíveis. - Fatores ambientais e de estilo de vida
Exposição ao sol, variações de temperatura, estresse, álcool e alguns alimentos podem desencadear ou piorar os sintomas. - Micro-organismos da pele
O ácaro Demodex folliculorum, presente naturalmente na pele, parece estar em maior quantidade em pessoas com rosácea.
Bactérias intestinais, como o Helicobacter pylori, e mais recentemente bactérias relacionadas ao SIBO (Small Intestinal Bacterial Overgrowth) têm sido relacionadas como possíveis influenciadoras da doença.

Sintomas mais comuns da rosácea
A rosácea pode variar bastante de uma pessoa para outra, mas os sintomas mais frequentes incluem:
- Vermelhidão persistente: o rosto parece constantemente corado, como se a pessoa estivesse envergonhada ou sob o sol.
- Vasos sanguíneos visíveis: pequenos vasinhos podem se tornar aparentes, especialmente no nariz e nas bochechas.
- Espinhas e pústulas: semelhantes à acne, mas sem cravos. Geralmente surgem no dorso do nariz, Bochechas e região em torno da boca
- Sensação de ardor ou queimação: a pele pode ficar sensível, reagindo a cosméticos ou mudanças de temperatura.
- Pele mais grossa: em alguns casos, especialmente em homens, a pele do nariz pode engrossar e ficar com aspecto irregular (condição chamada rinofima).
- Sintomas oculares: cerca de metade das pessoas com rosácea apresentam irritação nos olhos, que podem ficar vermelhos, secos e lacrimejantes (rosácea ocular).
Tipos de rosácea
Os médicos classificam a rosácea em diferentes subtipos, de acordo com as manifestações:
É possível que uma mesma pessoa apresente mais de um tipo ao mesmo tempo.
Rosácea eritematotelangiectásica: marcada pela face sempre vermelha e vasos sanguíneos visíveis.

Rosácea pápulo-pustulosa: caracterizada por espinhas e pústulas semelhantes às da acne.

Rosácea fimatosa: pele mais espessa e irregular, que aos poucos vai deformando a estrutura do nariz. Mais frequente em homens

Rosácea ocular: afeta principalmente os olhos e pode causar irritação e vermelhidão.

Fatores que pioram a rosácea
Muitas pessoas relatam que a rosácea piora diante de determinados fatores. Entre os mais comuns estão:
- Exposição solar
- Temperaturas extremas (muito calor ou frio intenso)
- Variações rápidas de temperatura (entrar em um ambiente aquecido vindo do frio, por exemplo)
- Estresse emocional
- Bebidas alcoólicas, principalmente vinho tinto
- Alimentos condimentados ou muito quentes
- Bebidas quentes, como café ou chá
- Exercícios físicos intensos
- Uso de certos cosméticos ou medicamentos que irritam a pele
Identificar quais fatores desencadeiam crises em cada pessoa é fundamental para controlar a doença.

Diagnóstico da rosácea
O diagnóstico é clínico, feito por um dermatologista com base na avaliação da pele e na história do paciente.
A experiência do Dermatologista é fundamental para diferenciar de outras doenças que deixam a face vermelha, como acne, lúpus ou dermatite seborreica.
Atualmente, a Rosácea tem sido relacionada à contaminação intestinal por determinadas bactérias (SIBO). Ao que parece, essas bacterias (dos gêneros Firmicutes e Proteobacteriae) proliferam no intestino delgado e produzem toxinas que acabam sendo absorvidas e transformam o ambiente da pele, propiciando também a proliferação desses germes com redução de outros gêneros (Bifidobacteriaceae e Bacteroidetes).
Esse desequilíbrio da flora acaba por contaminar o tubo digestivo do Dermodex foliculorum, um ácaro microscópico que habita nossa pele. As toxinas produzidas por essas bactérias modificam a resposta inflamatória e neurogenica, deixando a pele sempre inflamada.
É interessante pesquisar, no paciente com Rosácea refratária, a presença de SIBO. Isso pode ser feito por um teste respiratório e o tratamento do SIBO tem levado ao controle da Rosácea.
Tratamentos disponíveis para Rosácea
Embora a rosácea não tenha cura definitiva, existem tratamentos eficazes que ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. O plano terapêutico depende do tipo e da gravidade da rosácea, podendo incluir:
1. Cuidados com a pele
- Uso de protetor solar diário: fundamental para evitar piora da vermelhidão.
- Limpeza suave: sabonetes neutros e não abrasivos.
- Hidratação: cremes calmantes que reforçam a barreira da pele.
- Evitar produtos irritantes: como loções com álcool, perfumes e esfoliantes agressivos.
2. Medicamentos tópicos
- Cremes e géis com substâncias anti-inflamatórias e vasoconstritoras podem reduzir vermelhidão e espinhas.
- A ivermectina tópica vai servir para o controle da população de Dermodex foliculorum e melhora as lesões inflamatórias.
Ela pode ser associada ao ácido azelaico, que tem poder anti-inflamatório e de desobstrução dos poros. - A brimonidina usada na pele funciona como um descongestionante, fechando os vasos temporariamente e melhorando a vermelhidão.
3. Medicamentos de uso Oral
- O consenso atual é de que o uso de antibióticos em baixas doses tem pouco ou nenhum efeito nas lesões de Rosácea
- A isotretinoína leva à atrofia das glândulas sebáceas e diminuição da oleosidade, tornando o ambiente da pele impróprio para o Dermodex. Melhora alguns casos. Deve ser usada sempre com acompanhamento médico.
- O tratamento da Disbiose Intestinal e do SIBO (caso seja detectado) feito com antibióticos específicos tem levado à remissão mais duradoura da Rosácea. Após o tratamento, é interessante manter o uso de probióticos adequados.
4. Procedimentos dermatológicos
- Laser e luz intensa pulsada (LIP): indicados para reduzir vasos sanguíneos visíveis e vermelhidão. Tem excelente resultado com algumas sessões.
- Cirurgia dermatológica: em casos de rinofima. Pode ser feita a curetagem cirurgica da pele acometida, ou o uso de lasers semi-ablativos ou ablativos para redução do tecido hipertrofiado.
5. Tratamento da rosácea ocular
- Colírios lubrificantes, antibióticos orais e higiene adequada das pálpebras.
Impacto emocional da rosácea
A rosácea não é apenas uma questão estética.
Muitas pessoas relatam vergonha, baixa autoestima e até ansiedade ou depressão devido às marcas no rosto.
Por isso, além do acompanhamento dermatológico, pode ser útil buscar apoio psicológico e conversar abertamente sobre a condição com familiares e amigos.
Campanhas de conscientização também ajudam a reduzir o estigma e mostram que a rosácea é comum e tratável.

Rosácea x Acne: qual a diferença?
É comum confundir rosácea com acne, já que ambas podem causar espinhas. Mas existem diferenças importantes:
- A acne costuma aparecer na adolescência, mas também surge na idade adulta. Os cravos (pontos pretos e brancos) estão sempre presentes. Pode afetar as costas e o peito.
- A rosácea surge geralmente em adultos, e não apresenta cravos e afeta principalmente a região central do rosto ( nariz e bochechas).
O tratamento também é diferente: alguns produtos usados para acne podem piorar a rosácea. Por isso, o diagnóstico correto é essencial.
Vivendo bem com rosácea
Com os cuidados adequados e o acompanhamento de um bom dermatologista, é possível manter a rosácea sob controle.
O segredo está em conhecer sua própria pele, evitar fatores que disparam crises como alimentos, bebidas, sol, estresse, etc…
E usar os tratamentos indicados.
Muitos pacientes relatam melhora significativa da aparência e da autoestima após adotarem uma rotina de cuidados consistente.
A investigação e tratamento de germes do tubo digestivo, como o Helicobacter pylori , causador da gastrite; e das disbioses intestinais (SIBO), se mostram como novas opções promissoras para o controle e remissão dessa enfermidade.
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