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Dra Ana Pia Gomes Coelho Dermatologia Clinica no Rio de Janeiro – RJ

Quem tem melasma geralmente percebe algo frustrante: depois de meses de tratamento, as manchas clareiam, a pele melhora e, por algum tempo, parece que o problema ficou para trás. Até que, em algum momento, elas começam a reaparecer.

Mas por que isso acontece?

A resposta está no fato de que melasma não é apenas uma mancha que precisa ser eliminada.

É uma condição crônica da pele, relacionada à produção aumentada de melanina e influenciada por diversos fatores — entre eles exposição solar, luz visível, calor, irritação da pele, alterações hormonais e predisposição individual.

Por isso, tratar o melasma não significa apenas clarear a pele. Significa também controlar os estímulos que levam novamente à produção de pigmento.

Quem trata de Melasma?

O médico responsável pelo diagnóstico, tratamento e acompanhamento do melasma é o Dermatologista.
Só um especialista pode diagnosticar e diferenciar o melasma de outras manchas.

O dermatologista é o médico treinado para prescrever o tratamento correto e fazer procedimentos para o clareamento do melasma.

Quem é a Dra. Ana Pia?

A Dra. Ana é Dermatologista com mais de 30 anos de experiência.

Ela é especialista em casos de Melasma.

Dra. Ana Pia, dermatologista.
Tratamento de melasma

No seu currículo ela tem:

  • 30 anos de experiência no consultório.
  • 3 anos de residência em Dermatologia
  • Mestrado em Dermatologia pela UFRJ.
  • Muitos anos de Ensino em Dermatologia na UFRJ, trabalhando na formação de novos médicos e especialistas.
  • Trabalhou como Dermatologista do Serviço Médico da VARIG por 10 anos.
  • Sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia
  • Décadas de prática em procedimentos estéticos e rejuvenescimento tanto no consultório, como na UFRJ e também no Serviço Médico da Varig

No consultório ela conta com equipamentos que auxiliam o clareamento de manchas de melasma como: MMP, Luz Pulsada, Peelings e Lasers específicos.

E o que dizem os pacientes?

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O tratamento clareia, mas não “apaga” a predisposição

O melasma é uma característica da pele de algumas pessoas em determinados momentos da vida.

Assim, ele aparece com maior frequência nas mulheres em idade reprodutiva, embora possa surgir também em homens.

Os tratamentos dermatológicos conseguem reduzir a quantidade de pigmento e melhorar significativamente a aparência das manchas.

Utilizamos diferentes estratégias, de acordo com cada paciente:

medicamentos tópicos – visam diminuir a produção de melanina, aumentar a renovação celular, e absorver o pigmento excessivo pré-formado

Fotoproteção — aqui falamos de bloqueadores solares, mas também da proteção física com roupas e chapéus e até de uma mudança de hábitos com diminuição do tempo de exposição à luz.

Procedimentos – Como MMP, Peelings, Luz Pulsada ( em alguns casos) e Laser erbium fracionado

Tratamentos sistêmicos – Visam diminuir a produção de melanina ou podem agir como fotoprotetores

O ponto fundamental é entender que o desaparecimento ou clareamento das manchas não significa que a predisposição ao melasma deixou de existir.

Precisamos manter alguns cuidados para evitar novas crises.

O sol é importante, mas não é o único fator

A exposição à radiação ultravioleta é um dos principais estímulos para a pigmentação. A fotoproteção é parte essencial do tratamento.

Mas existe um detalhe que muitas vezes passa despercebido: a luz visível também pode contribuir para a pigmentação, especialmente em pessoas predispostas ao melasma.

Por isso, dependendo do caso, pode ser interessante utilizar fotoprotetores com pigmento, que contenham óxidos de ferro e ofereçam proteção também contra parte da luz visível.

Além disso, calor e fontes de radiação infravermelha vêm sendo estudados como possíveis fatores envolvidos na piora do melasma. Para algumas pessoas, ambientes muito quentes e exposição repetida ao calor podem funcionar como gatilhos.

E os hormônios?

Os hormônios também podem participar do desenvolvimento e da manutenção do melasma.

É por isso que ele é particularmente frequente em mulheres e pode surgir ou piorar durante períodos de alterações hormonais, como gestação e uso de alguns medicamentos hormonais.

Isso não significa que toda pessoa com melasma tenha uma alteração hormonal ou que seja necessário interromper um medicamento por conta própria. A avaliação deve ser individualizada.

Por que algumas pessoas melhoram mais do que outras?

A profundidade do pigmento, o fototipo, a exposição ambiental, fatores hormonais, predisposição genética, hábitos de vida e os próprios tratamentos utilizados podem influenciar a resposta.

Além disso, tratamentos muito agressivos podem provocar irritação e inflamação da pele. Em algumas pessoas, isso pode favorecer ainda mais a pigmentação.

Por isso, mais tratamento nem sempre significa melhor tratamento.

Uma estratégia bem planejada, progressiva e individualizada costuma ser mais importante do que simplesmente utilizar uma grande quantidade de produtos ou procedimentos.

Fototipos de Fitzpatrick.Os tipos 3 e 4 mais propensoa ao melasma.
Escala de fototipo de Fitzpatrick. As peles mais acometidas pelo melasma são do fototipo III e IV

A manutenção faz parte do tratamento

Talvez essa seja a principal mensagem para quem convive com o melasma:

Quando as manchas melhoram, o tratamento não necessariamente termina. Ele muda de fase.

Depois de controlar a pigmentação, é possível entrar em uma etapa de manutenção, com fotoproteção adequada e, quando indicado, produtos ou tratamentos prescritos pelo dermatologista.

Essa estratégia ajuda a prolongar o resultado e a identificar precocemente qualquer sinal de retorno da pigmentação.

fatores de melhora e piora do melasma
Fatores que melhoram e agravam o melasma.

Melasma não precisa ser uma batalha permanente

O objetivo do tratamento é controlar o melasma, melhorar a qualidade e a uniformidade da pele e manter os resultados com segurança.

E talvez seja justamente essa mudança de perspectiva que torne o tratamento mais tranquilo: entender que o melasma pode apresentar períodos de melhora e piora, mas que existem estratégias eficazes para mantê-lo sob controle.

Se as manchas estão voltando, isso não significa necessariamente que o tratamento “deu errado”. Pode ser o momento de reavaliar os fatores desencadeantes, a rotina de cuidados e a estratégia de manutenção.

Melasma se trata — mas também se acompanha.

A avaliação dermatológica individualizada é fundamental para definir a melhor estratégia para cada pele.

Leia também:

O que o dermatologista pode fazer pela sua pele

Como diferenciar melasma de outras manchas?

Tratamentos para sua pele

Um guia do melasma

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