A cirurgia dermatológica é uma subespecialidade médica que combina conhecimentos de dermatologia clínica com técnicas cirúrgicas para diagnosticar e tratar doenças, lesões e alterações estéticas da pele, unhas e mucosas.
Normalmente associada à remoção de lesões de pele como pintas, cistos e tumores cutâneos, essa área da medicina também abrange procedimentos estéticos e reconstrutivos que contribuem para a saúde física e emocional dos pacientes.
Qual o Médico que realiza Cirurgia Dermatológica?
O médico especialista em Cirurgia Dermatológica é um Dermatologista com treinamento cirúrgico.
Ele deve ter treinamento e experiência para diagnosticar as lesões de pele, saber usar a dermatoscopia e outras ferramentas auxiliares como auxílio diagnóstico e programar qual o tipo de cirurgia a ser realizada em cada caso.
Quem sou eu?

- A Dra Ana Pia é uma profissional com treinamento e experiência para diagnosticar lesões de pele que necessitem de remoção cirúrgica, e definir qual o melhor método para ressecção de tumores benignos e malignos.
- Faz uso frequente da dermatoscopia, que é como um microscópio colocado sobre a pele, que auxilia no diagnóstico e ajuda a programar o tipo de cirurgia mais adequado.
- No consultório, ela conta com equipamentos e com uma sala onde é possível realizar cirurgias com anestesia local e sem os riscos de uma internação.
- Oferece tratamentos de qualidade, realmente consagrados e aprovados como seguros, sempre adequados a realidade de cada paciente.
E o que os Pacientes Acham?




Qual a formação da Dra Ana Pia?
No seu currículo A Dra Ana Pia tem:
- Mais de 30 anos de experiencia no consultório
- 3 anos de residência em Dermatologia
- Mestrado em Dermatologia
- 30 anos de Dermatologista na Universidade Federal do Rio de Janeiro, trabalhando com ensino no internato com a formação de novos médicos e residentes, inclusive na parte de cirurgia dermatológica
- Trabalhou como Dermatologista do Serviço Médico da VARIG por 10 anos, onde sempre realizou os procedimentos de cirurgia da pele.
- Está em constante aperfeiçoamento, sempre buscando atualização e novas técnicas, através de treinamentos, congressos e educação médica continuada
- Sócia Efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia
- Especialista em Dermatologia e Cirurgia Dermatológica pela SBD e pelo Ministério da Saúde
Qual a importância do cirurgião dermatológico
A pele é o maior órgão do corpo humano e exerce funções essenciais, como:
. Proteção
. Regulação da temperatura do corpo
. Sensibilidade
Alterações na estrutura da pele — sejam benignas ou malignas —afetam estas funções, e ainda podem alterar a autoestima.
O cirurgião dermatológico atua tanto na preservação da saúde quanto na promoção do bem-estar.
O cirurgião dermatológico é o responsável por intervenções precisas, seguras e eficazes para remover lesões, tratar cânceres cutâneos, corrigir cicatrizes e melhorar aspectos estéticos.
Os procedimentos são minimamente invasivos e, técnicas avançadas de reconstrução são utilizadas. A maioria das cirurgias dermatológicas pode ser realizada no consultório, desde que bem equipado.
Procedimentos em cirurgia dermatológica
Podemos classificar a cirurgia de pele conforme a finalidade do procedimento. As principais categorias são:
1. Cirurgia Dermatológica para tratamento do câncer de pele
O principal objetivo é o tratamento de tumores de pele, como:
Carcinoma basocelular (CBC):
É o tipo mais comum de câncer de pele.
Como é uma lesão de Carcinoma Basocelular?
- O aspecto mais comum das lesões é o de uma ferida que não cicatriza;
- Algumas vezes surge como uma área ou um sinal que sangra aos pequenos toques;
- Pode ainda se parecer com uma pinta escura.
- O sangramento é uma característica frequente.
- As regiões mais acometidas são a face (testa e dorso do nariz), os ombros e o tórax superior.
- As lesões crescem lentamente, e praticamente não há risco de metástase.
- Podem ocorrer várias lesões numa mesma pessoa, sempre nas áreas que sofrem exposição frequente a luz do dia


Antes do tratamento, é necessário fazer um diagnóstico preciso. Para isso, o um dermatologista experiente reconhecerá as características descritas acima, e poderá complementar seu exame com:
- Dermatoscopia – exame da lesão com um microscópio colocado sobre a pele.
- Biópsia – retirada de um pequeno pedaço para exame.
Esta ultima é mais utilizada em lesões maiores, ou quando não a dermatoscopia não mostra os padrões característicos.
Os tumores pequenos são retirados inteiros, com uma margem de segurança e enviados para biópsia.
Daí a importância do diagnóstico no início
Como tratar o Carcinoma Basocelular
- A cirurgia dermatológica para tratar o carcinoma basocelular é a retirada completa da lesão, com uma pequena margem de segurança.
- Quando o CBC se localiza na face, próximo aos olhos ou a boca, ou no dorso nasal, que pode dificultar o fechamento da ferida cirúrgica.
Nestes casos, muitas vezes, o cirurgião dermatológico utiliza um enxerto de pele ou um retalho cutâneo, para evitar um dano estético

Outros tratamentos para Carcinoma Basocelular
Técnicas auxiliares como a eletrocoagulação, criocirurgia, ou o uso de imunomoduladores são utilizados, mas o ideal sempre é remoção cirúrgica completa da lesão, porque leva á cura.
A cirurgia de Mohs, ou cirurgia micrográfica, é uma técnica cirúrgica, em que um patologista examina as margens do tumor durante a cirurgia. É especialmente utilizada em tumores maiores e mal delimitados, para garantir a retirada completa da lesão.
Carcinoma espinocelular (CEC):
Como é uma lesão de carcinoma espinocelular
A característica principal deste tumor é ser uma lesão vegetante (semelhante á uma verruga). Existem três tipos principais de CEC.
- Os que surgem na pele exposta ao sol – Na face ocorrem mais próximos á boca, e no couro cabeludo de pessoas calvas. São derivados das ceratoses actínicas. Esse subtipo tem baixa malignidade, semelhante ao carcinoma basocelular.
- Os que surgem nos lábios e nas mucosas genitais. Podem ser derivados da infecção pelo vírus do HPV. Essas lesões têm risco um pouco mais elevado de metástases. Apresenta maior potencial de disseminação que o CBC.
- Os que surgem sobre uma ferida crônica ou cicatriz – Esses surgem em decorrência de uma inflamação crônica, como por exemplo uma úlcera varicosa na perna. Esse terceiro tipo também tem uma agressividade maior que o primeiro tipo e o carcinoma basocelular. Pode se disseminar para áreas vizinhas a pele como os ossos e dar metástases á distancia.


Como é o tratamento do Carcinoma Espinocelular?
A cirurgia com retirada completa das lesões é curativa.
Pode ser complementada pelo uso de imunomoduladores, sobretudo nas lesões associadas ao HPV.
Melanoma:
Este é o tipo mais agressivo de tumor de pele. Pode surgir inclusive em pessoas mais jovens.
Parece estar mais relacionado à queimadura solar, do que á exposição solar crônica.
Como é a lesão do melanoma?
A aparência mais comum das lesões é de uma mancha castanha ou negra, que cresce no diâmetro, assume várias colorações e tem contornos mal definidos.
As áreas mais acometidas são o dorso, as coxas e braços.
Pode surgir em àreas como couro cabeludo e nas unhas. Nestes casos surge como uma linha enegrecida ou mancha
Tendo em vista uma lesão suspeita, podemos utilizar o ABCDE, onde:
- A = assimetria – não conseguimos dividir a mancha em duas metades semelhantes, no caso de uma lesão de melanoma.
- B = Bordas – A lesão maligna tem contornos irregulares – não conseguimos traçar a borda com uma linha.
- C = Coloração – A lesão de melanoma possui uma coloração desordenada, com tons que variam do castanho ao negro e ao vinhoso.
- D = Diâmetro – Como dissemos acima, o melanoma tem uma fase de crescimento radial inicial, que pode durar anos – Portanto é uma mancha que aumenta de diâmetro. As lesões suspeitas seriam aquelas com diâmetro maior que 6 mm.
- E = Evolução – A lesão de melanoma maligno tem uma evolução mais rápida doque a de um sinal benigno, portanto o aumento de diâmetro, ou o surgimento de várias colorações, ou a perda do limite da lesão são sinais de que pode ser uma lesão maligna.

Como é feito o tratamemento do melanoma?
A retirada completa da lesão com margem de segurança, é o fator determinante na cura do melanoma, sobretudo nas formas iniciais, e que ainda não invadiram os tecidos mais profundos.
A lesão retirada deve ser enviada para exame histopatológico, onde será confirmado o diagnóstico, feita a análise das margens cirúrgicas e dada a espessura do tumor, medida por:
- Níveis de Clark: Variam de 1 a 4 desde a epiderme indo até a camada muscular e óssea
- Espessura de Breslow – Medida feita em milímetros à partir da superfície da pele.
Tumores com Níveis de Clark 1 e 2 ou Espessura de Breslow menor que 0,75 são iniciais: tem chance de cura grande e geralmente ainda não tem metástases.
Outras opções terapêuticas no melanoma
Nos tumores que atingem a derme média e os tecidos mais profundos, outras medidas devem ser tomadas, como a pesquisa de linfonodo sentinela, com a remoção das cadeias ganglionares suspeitas, a pesquisa e tratamento de eventuais metástases.
Mais recentemente surgiu uma opção terapêutica promissora com o uso dos imunobiológicos para os casos de melanoma metastático.
2. Cirurgia dermatológica com fins estéticos
Muitas pessoas recorrem à cirurgia dermatológica por motivos estéticos, buscando melhorar a aparência de determinadas áreas do corpo. Os procedimentos mais comuns incluem:
- Correção de cicatrizes inestéticas de acne e cicatrizes de cirurgias anteriores
- Remoção de pintas, verrugas ceratoses ou sinais indesejados
- Remoção de cistos e lipomas
- Correção de lóbulo de orelha rasgado
- Cirurgia de Hidradenite
- Tratamento de Rinofima
Ainda que o foco seja estético, esses procedimentos são realizados com rigor técnico e seguem os mesmos princípios da medicina cirúrgica, associando-se técnicas de sutura e cuidados antes, durante e após o ato cirúrgico para melhorar o aspecto estético da intervenção.
Correção de cicatrizes
A correção de cicatrizes tipo quelóides ou cicatrizes alargadas é feita com a associação de técnicas cirúrgicas – A retirada da cicatriz com uma sutura com pouca tensão; associando técnicas para evitar a formação de novas cicatrizes hipertróficas como a aplicação de corticosteróides profilática e o uso de radiações como a betaterapia e outros.
Remoção de Sinais Indesejados
Os sinais podem ser adquiridos por exposição solar, ou podem ter origem congênita.
Alguns sinais pioram a aparência da face, ou incomodam por prender nas roupas, cordões, etc… Nestes caos podem ser removidos por cirurgia com excelente resultado estético.
Remoção de cisto sebáceo
O cisto sebáceo é um nódulo que faz volume na pele.
Geralmente tem um pequeno ponto na superfície, por onde drena secreção sebácea.
Por vezes o cisto infecciona e aumenta bastante de volume com dor e vermelhidão local. Nestes casos é necessário tratar com antibióticos e fazer a drenagem cirúrgica para a saída da secreção purulenta.
A retirada cirúrgica é feita por um cirurgião dermatológico, com anestesia local com a remoção completa da cápsula do cisto e uma sutura intradérmica para melhor resultado estético.

Remoção de Lipomas
Os Lipomas são tumores benignos de gordura.
São nódulos de consistência mais mole e superfície regular.
As localizações mais comuns são o dorso, região dos ombros, braços e pernas.
Algumas pessoas tem multiplos lipomas. Surgem por vezes com o emagrecimento.
Podem ser removidos por cirurgia no consultório com anestesia local e uma sutura intradérmica para melhor resultado estético


Correção de Orelha Rasgada
Ocorre pelo uso de brincos e piercings pesados, ou alargadores. A correção restaura o lóbulo da orelha, que pode ser novamente perfurada após a cicatrização.


Cirurgia de Hidradenite Supurativa
A hidradenite é uma doença inflamatória crônica, que cursa com nódulos, abscessos e fístulas cutâneas.
O tratamento da condição é clínico com antibióticos, retinóides e imunobiológicos.
A cirurgia consiste na remoção de algumas lesões fistulizadas que recidivam com frequência. Após a anestesia local, a área necrosada é removida e os tecidos sadios são reposicionados e suturados.
Remoção de Verrugas e Ceratoses Seborreicas e Actínicas
Essas lesões ocupam uma superfície grande em relação à profundidade na pele. Além disso, tem comportamento benigno.
A retirada cirúrgica é feita com anestesia local e curetagem (raspagem com cureta) e eletrocoagulação com bisturi elétrico.


Tratamento de Rinofima
Rinofima é uma deformidade que surge no nariz em decorrência da Rosácea. O nariz se torna aumentado de volume e com muitas ondulações, devido à hipertrofia das glândulas sebáceas.
O Tratamento Cirúrgico é feito com a radiofrequência, ou com o laser de CO2 fracionado, procurando remover o excesso de tecidos.

Indicações de Cirurgia Dermatológica
A cirurgia dermatológica pode ser indicada para uma ampla gama de condições. Entre as mais frequentes, destacam-se:
- Lesões pigmentadas suspeitas (nevos displásicos, sinais irregulares)
- Tumores benignos (lipomas, cistos sebáceos, dermatofibromas, ceratoses seborreicas, siringoma palpebral)
- Lesões pré-malignas (queratoses actínicas)
- Cânceres de pele (carcinomas basocelular, espinocelular, melanoma)
- Cicatrizes hipertróficas e quelóides
- Alterações das unhas (como encravamento crônico, granuloma piogênico e tumores ungueais)
- Verrugas virais resistentes ao tratamento clínico
- Ceratoses Seborreicas – Manchas e verrugas castanhas benignas que vão surgindo com a idade.
- Nevos rubis – Pintas vermelhas benignas que surgem com o tempo.
- Lesões benignas, pré-malignas e malignas nas mucosas da boca e genitais.
- Lóbulo da orelha rasgado
- Hidradenite supurativa
- Rinofima
A avaliação dermatológica minuciosa é essencial para indicar o tratamento mais adequado, garantindo eficácia e menor risco ao paciente.
Como é feita a avaliação pré-operatória
Antes de qualquer procedimento cirúrgico dermatológico, o médico realiza uma consulta detalhada para:
- História clínica completa: incluindo doenças preexistentes, uso de medicamentos, alergias e hábitos de vida.
- Exame físico e dermatológico: análise da lesão ou condição a ser tratada, com possíveis exames complementares como dermatoscopia ou biópsia prévia.
- Explicação do procedimento: o profissional detalha os objetivos, técnicas utilizadas, anestesia, cuidados pós-operatórios e possíveis riscos alinhando as expectativas.
Essa avaliação é fundamental para personalizar o tratamento e garantir a segurança do paciente durante e após o procedimento.
Anestesia
A maioria dos procedimentos dermatológicos utiliza anestesia por infiltração regional ou bloqueio da inervação da região
Uma sedação leve pode ser associada, no caso de pacientes que ficam extremamente tensos com procedimentos.
A escolha do tipo de anestesia leva em conta o procedimento, a saúde do paciente e a área a ser tratada.
Cuidados no pós operatorio
O sucesso da cirurgia dermatológica depende não apenas da habilidade do profissional, mas também dos cuidados pós-operatórios adotados pelo paciente.
Algumas orientações importantes incluem:
- Evitar exposição solar direta sobre a área operada até completa cicatrização
- Usar protetor solar com FPS alto, ou cobrir a cicatriz após a retirada dos pontos por cerca de dois meses
- Manter a ferida limpa e seca, conforme as orientações médicas
- Evitar esforços físicos intensos nos primeiros dias após a cirurgia
- Tomar analgésicos em caso de dor
- O uso de antibióticos é feito em cirurgias maiores, geralmente logo antes do procedimento
- Comparecer às consultas pré-operatória e de acompanhamento
Seguir essas recomendações reduz o risco de infecção, acelera a cicatrização e melhora o resultado estético final.
Complicações
Embora seja uma área segura e com índices de complicações baixíssimos, podem surgir no pós-operatório.
- Infecção da ferida cirúrgica
- Hematomas ou sangramentos
- Dor local ou desconforto
- Cicatrização irregular (queloide, cicatriz hipertrófica)
- Reações à anestesia
- Recidiva de lesões (especialmente tumores)
Todas as complicações são resolvidas, se o cirurgião dermatológico for capacitado e atento.
Por isso é fundamental:
- Realizar o procedimento com um dermatologista qualificado
- Seguir as orientações médicas
- Sempre realizar o exame histopatológico das lesões retiradas
Porque escolher a cirurgia dermatológica?
A cirurgia dermatológica é uma ferramenta poderosa e versátil no arsenal terapêutico da dermatologia.
Ela oferece soluções eficazes para problemas que vão desde lesões malignas até questões puramente estéticas. A escolha do procedimento adequado, a correta avaliação pré-operatória e o comprometimento com o pós-operatório são fatores-chave para o sucesso do tratamento.
Contar com um dermatologista experiente, que domine técnicas cirúrgicas e compreenda profundamente a fisiologia da pele, é essencial para garantir não apenas a resolução do problema, mas também a preservação da saúde e da autoestima do paciente
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