Diferença entre Queda de Cabelos e Alopécia
Queda de cabelo e Alopecia não são a mesma coisa!
A queda de cabelo é uma queixa comum entre homens e mulheres de todas as idades.
Embora seja normal a perda de até 200 fios por dia, quando ela se torna excessiva ou anormal, pode significar que algo está ocorrendo no nosso organismo. Os cabelos podem perder o volume, mas não existe uma falha e nem a perda total dos pelos de uma área.
Já a alopécia é o surgimento de uma ou várias áreas do couro cabeludo ou do corpo sem pelos.
A pessoa acometida geralmente não notifica a queda de cabelos, somente as áreas sem pelos.
Quem é o médico que cuida dos cabelos?
O médico que cuida das alopécias e da queda de cabelos é um dermatologista com especialização em tricologia.
Ele deve estar bem treinado a diagnosticar essas alterações dos pelos baseado na história clínica, no exame dos pelos e com o auxílio da tricoscopia.
Quem é a Dra. Ana Pia?
A Dra. Ana Pia é uma dermatologista com treinamento e experiência para avaliar os principais tipos de queda capilar e alopécias; suas associações com outras doenças e definir qual o melhor tratamento individualizado a ser realizado.

Oferece tratamentos de qualidade, realmente consagrados e aprovados como seguros, sempre adequados a realidade de cada paciente, pois cada caso é único.
Um bom planejamento precisa considerar características individuais e as expectativas do cliente.
Após avaliação minuciosa e da tricoscopia, ela vai fazer um diagnóstico preciso e elucidar os fatores envolvidos em cada caso. A partir daí ela vai solicitar os exames complementares, se necessários, e prescrever medicamentos ou fórmulas personalizadas para uso diário e a associação com medicações de uso interno, se for a indicação.
No consultório, ela conta com diversos recursos diagnósticos como análise tricoscópica e terapêuticos como microagulhamento, infusão de medicamentos, e lasers para bioestímulo
E o que os Pacientes Acham?




Qual a formação da Dra. Ana Pia?
No seu currículo A Dra Ana Pia tem:
- Mais de 25 anos de experiência no consultório, com pacientes de acne.
- 3 anos de residência em Dermatologia
- Mestrado em Dermatologia pela UFRJ.
- 30 anos de Dermatologista na Universidade Federal do Rio de Janeiro, trabalhando com ensino em Dermatologia no internato para a formação de novos médicos e residentes
- Trabalhou como Dermatologista do Serviço Médico da VARIG por 10 anos
- Sócia Efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Quais são as causas de queda dos cabelos?
A queda capilar pode ser verificada no exame dermatológico pelo teste do puxão (ou teste da tração). Embora tenha esse nome, o teste é feito passando um grupo de fios entre os dedos. Se os fios se soltam com facilidade, dizemos que o teste do puxão é positivo, ou seja existe queda capilar

Os pelos estão sempre em evolução e apresentam três fases distintas:
- Anágena – a fase de crescimento capilar
- Catágena – quando os fios estão em repouso
- Catágena – a fase que se soltam do folículo e caem

No nosso organismo temos pelos em todas as fases constantemente.
Quando há uma queda mais acentuada ou EFLÚVIO, precisamos caracterizar se a predominância é de fios anágenos ou telógenos.
- Os fios telógenos tem a raiz branca e visível
- os fios anágenos tem a raiz fina e escura
Eflúvio telógeno
A maior parte das quedas de cabelo cai nesse grupo.
É uma condição que reflete algum distúrbio no organismo. Os mais comuns são:
- Alterações da tireóide: Hiper ou hipotireoidismo
- Carências nuticionais: deficiência de ferro, vitamina B12, ácido fólico, proteínas, vitamina D, zinco
- Pós parto ou pós cirúrgico: geralmente se inicia três meses após o parto
- Pós-doenças febris: Início três meses após infecções, gripes, covid etc…
- As unhas geralmente ficam enfraquecidas e quebradiças em associação com a queda dos cabelos
O tratamento é o da causa. O dermatologista vai identificar e tratar o que determinou a queda capilar. Suplementos com aminoácidos essenciais e algumas vitaminas ajudam na queda após o parto e doenças febris, mas a recuperação total pode levar até um ano.
Eflúvio anágeno
Essa é uma condição que ocorre em pessoas que tem situações mais específicas como:
- Tratamento com imunossupressores ou quimioterapia
- estágios terminais de câncer
- Doenças auto-imunes como Lupus Eritematoso Agudo
O tratamento será de acordo com a doença de base.
Alopecias mais comuns
Alopecia Androgenética
Também conhecida como calvície, é o tipo mais comum de alopecia. Nos homens é mais intensa, mas ocorre com frequência nas mulheres também.
- Causa: Predisposição genética aliada à ação dos andrógenos (hormônios masculinos).
- Características: Nos homens, a perda se inicia nas entradas e no topo da cabeça, podendo evoluir até uma calvície extensa. Nas mulheres, há afinamento dos fios, especialmente na parte superior do couro cabeludo, sem perda total.

Alopecia Fibrosante Frontal
O aspecto é semelhante ao da alopecia androgênica, com perda dos fios na porçao anterior do couro cabeludo.
- Causa: Desconhecida. Tem sido associada ao uso frequente de cosméticos e filtro solar diário na face, mas ainda faltam estudos.
- Características: Perda de pelos na linha de implantação anterior, podendo se estender para as regiões laterais, próximas às orelhas. A perda de pelos nas sobrancelhas acompanha esses casos.
Alopecia Areata
Área arreredondada ou oval sem pelos, que aparece repentinamente.
- Causa: Ligada a fatores autoimunes e genéticos. Pode ser associado a um trauma ou evento muito estressante. A causa mais frequente é a perda de uma pessoa querida ( separação ou morte)
- Características: Aparecimento súbito de áreas lisas, sem cabelo, geralmente no couro cabeludo, mas podendo afetar outras regiões com pelos, como a barba, as sobrancelhas, os cílios e outras áreas do corpo.
- Os pelos podem voltar a crescer novamente e, às vezes, sem tratamento. Algumas pessoas podem desenvolver formas que recidivam, ou mais disseminadas com perda total dos cabelos (alopecia total), ou de todos os pelos do corpo (alopecia universal).

Alopecia Cicatricial
Neste tipo de alopecia, ocorre destruição dos folículos capilares acompanhada de cicatrização.
- Causa: Inflamações severas crônicas (alopecias abscedantes), infecções, doenças autoimunes ou dermatológicas (como lúpus, líquen plano).
- Características: Área do couro cabeludo com perda permanente dos pelos e a presença de cicatrizes (áreas esbranquiçadas) visíveis ou alterações na pele.
Tricotilomania
Transtorno psicológico caracterizado pelo impulso de arrancar os próprios fios de cabelo.
- Causa: Transtornos de ansiedade ou obsessivo-compulsivos. Hábito de puxar os cabelos em determinada área.
- Características: Falhas irregulares no couro cabeludo, nos cílios ou sobrancelhas. Os fios arrancados geralmente têm diferentes comprimentos.

Alopecia por Tração
Decorre de penteados que puxam constantemente os fios, como tranças apertadas, rabos de cavalo e uso excessivo de apliques. Pode ocorrer também em pessoas que têm o hábito de fazer escova ou chapinha com muita frequência.
A alopecia por tração geralmente é acompanhada por quebra dos fios
- Causa: Tensão prolongada nos fios e nos folículos capilares.
- Características: Perda de cabelo nas bordas do couro cabeludo (principalmente na testa e têmporas).
Alopecia pela Quimioterapia
Alguns tratamentos para neoplasias levam a queda dos cabelos e alopecias parciais ou totais.
Diagnóstico da Alopecia e Queda de Cabelo
O diagnóstico correto da alopecia é essencial para o tratamento eficaz. O médico especialista que cuida da saúde capilar é o dermatologista com treinamento em tricologia. O processo de diagnóstico pode incluir:
- Anamnese detalhada: Histórico médico, familiar, estilo de vida, alimentação, estresse recente.
- Exame dermatológico: Avaliação visual do couro cabeludo, presença de falhas, cicatrizes, inflamações.
- Teste de tração: Avalia a quantidade de fios que se soltam com uma leve puxada.
- Tricoscopia: Exame com dermatoscópio que permite visualizar o couro cabeludo e os fios com aumento.
- Exames laboratoriais: Pode incluir hemograma, dosagem de ferro, ferritina, vitamina D, hormônios da tireoide e até uma biópsia do couro cabeludo, entre outros.

Tratamentos para Alopecias e Queda de Cabelo
Não existe um adubo que sirva para fazer qualquer cabelo crescer! O tratamento terá que ser adequado à causa e a realidade de cada pessoa.
Tratamentos Tópicos
- Estimulam o crescimento dos fios. Aumentam a vascularização do couro cabeludo. Prolongam a fase de crescimento dos fios (fase anágena).
- Na alopecia areata podem ser usados corticoides injetados nas áreas sem pelos. Eles reduzem a inflamação local, permitindo o crescimento.

Tratamentos Orais
- Para alopecia androgenética: Podem ser usados antiandrogênicos, com muito cuidado nos homens, para evitar alterações na libido. Eles bloqueiam a ação da testosterona e/ou inibem a conversão de testosterona em DHT, hormônio que causa a miniaturização dos fios.
- Substâncias que prolongam a fase anágena: Por via oral são mais eficazes e não causam danos estéticos aos fios.
- Suplementos nutricionais: Vitaminas, ferro, biotina, aminoácidos essenciais e outros podem ser prescritos em casos de eflúvio telógeno.

Procedimentos Estéticos
- Microagulhamento: Estimula o crescimento capilar através de microlesões controladas na pele. Pode ser associado à infusão de medicamentos (drug delivery)
- Microinfusão de medicamentos
É uma técnica mais recente, semelhante ao microagulhamento, porém as microagulhas já fazem a infusão de ativos, potencializando os efeitos, e com menos desconforto. Excelente para tratamento de alopécias, cicatrizes de acne, rugas finas e textura da pele. - Laser de baixa intensidade: Promove a ativação dos folículos e melhora a circulação local. Também pode ser associado ao Drug Delivery
- Infiltração de medicações: Injeção de pequenas quantidades de substâncias bioestimuladoras, a intradermoterapia. Ainda a infiltração de corticosteroides diretamente em áreas afetadas pela alopecia areata.

Transplante Capilar
Indicado para casos avançados de alopecia androgenética. Consiste na retirada de folículos da área doadora (geralmente a nuca) e no transplante para as regiões calvas.
É importante ressaltar que após o transplante, o tratamento clínico da alopecia androgênica precisa ser mantido para que não haja miniaturização dos pelos transplantados
Prevenção e Cuidados com os Cabelos
Embora nem todos os tipos de alopecia possam ser prevenidos, algumas medidas ajudam a manter a saúde capilar:
- – Alimentação equilibrada: Ricas em proteínas, ferro, vitaminas e minerais.
- – Evitar procedimentos agressivos: Reduzir o uso de químicas e calor excessivo nos fios.
- – Lavar corretamente o cabelo: Com shampoos adequados ao tipo de couro cabeludo e sem esfregar excessivamente.
- – Não prender o cabelo molhado: Pode favorecer a proliferação de fungos e enfraquecimento dos fios.
- – Controlar o estresse: A prática de atividades físicas, meditação ou terapia pode auxiliar.
- – Consultar o dermatologista regularmente: Especialmente se notar aumento na queda de cabelo.
Aspectos Psicológicos da Alopecia
A perda de cabelo tem impacto direto na autoestima e na saúde mental de muitas pessoas. Sentimentos de vergonha, ansiedade, isolamento e até depressão são comuns, especialmente em casos mais visíveis ou abruptos, como na alopecia areata.
O apoio psicológico é fundamental, e em alguns casos, o acompanhamento com psicólogos ou psiquiatras pode ser indicado. O uso de perucas, lenços, maquiagem capilar e outras estratégias estéticas também pode ajudar na adaptação emocional.
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